MUSEUS PARA NOSSOS CARROS DE CORRIDA !!!

por Luiz Alberto Pandini - site www.gptotal.com.br

 

O campeoníssimo Maverick Hollywood-Berta, perfeitamente restaurado

O sonho vai se tornar realidade, graças ao colecionador gaúcho Paulo Trevisan

 

Um velho sonho de muitos admiradores de automobilismo está prestes a se tornar realidade: a criação de um museu de carros de corrida nacionais. A iniciativa é do colecionador gaúcho Paulo Trevisan, dono de cerca de 35 máquinas clássicas, todas em perfeito estado de conservação. 

Em agosto, durante a 500 Quilômetros de Interlagos, tive a chance de ver de perto cinco desses carros. Um deles era o Ford Maverick (acima) preparado por ordem de Anisio Campos por Oreste Berta na Argentina para a equipe Hollywood disputar a antiga Divisão 3 em 1974 e 1975. Além dele, havia um protótipo Heve-VW de Divisão 4; outro protótipo, o Trueño-Chevrolet, construído na Argentina por Horacio Stevens e pilotado pelo brasileiro Pedro Victor de Lamare em 1971; e o Meta 20 (abaixo), um protótipo construído por Chico Landi em 1969, com apoio da Metal Leve.

A história dessas fotos, por Paulo Picciuto, filho do famoso funileiro Francisco Picciuto: Essa fotos do Meta-20 onde aparecem meu pai Chico Picciuto e o Landi, são na garagem nos fundos da casa do Chico Landi aqui em são Paulo na rua Afonso Brás,  na Vila Nova Conceição. Meu pai morava nessa mesma rua, eu também me lembro da casa do Landi. Aliás outra curiosidade, o Chico Landi e sua esposa, foram padrinhos de casamento dos meus pais, tamanha era a amizade deles...


Graças a Trevisan, estes e outros carros de corrida nacionais escaparam do desaparecimento e poderão ser admirados pelo público a partir do final de 2003, quando será aberto o Museu do Automobilismo Brasileiro na cidade de Passo Fundo, no Rio Grande do Sul. De saída, o museu contará com cerca de 35 carros. Segundo Trevisan, o pavilhão terá 2.000 m² e todos os recursos de som, imagens e ambientação.

 É um trabalho que merece nossa admiração e incentivo, pois encontrar e restaurar esses carros não deve ter sido tarefa das mais fáceis. Mas certamente valeu a pena: os cinco carros presentes a Interlagos, por exemplo, encantavam pela qualidade da restauração. Todos estavam com as pinturas de suas respectivas épocas. O único que fugiu um pouco disso foi o Maverick: o nome Hollywood foi coberto para evitar problemas com a proibição de propaganda de fumo em eventos esportivos e culturais.

Postal distribuído no stand da Metal Leve no VII Salão do Automóvel de 1970, que dizia: META 20 - Automóvel projetado e construído por Francisco Landi. um dos mais famosos corredores Brasileiros. Recebeu esse

nome "META 20" em homenagem à METAL LEVE Indústria e Comércio S/A, que este ano

comemora  20 anos de atividade.

 

O Meta 20, feito por Chico Landi para a Metal Leve em exemplar único, havia desaparecido há duas décadas. O escritor Paulo Scali, que tem um conhecimento imensurável do paradeiro de veículos antigos, localizou-o e a Metal Leve o comprou para um museu.

 

O Meta 20 foi o primeiro carro brasileiro de corridas a utilizar turbo-compressor,

com motor Opala 4 cilindros instalado na traseira. 


Boa sorte em sua empreitada, Paulo. E que esta iniciativa renda muitos frutos em prol da preservação da memória do automobilismo no Brasil.

 

Nota da Obvio ! : Uma das prerrogativas que estamos definindo na área industrial em estudo para utilização em Xerém - Rio de Janeiro, é a de uma grande área coberta e segura para a implantação do "Parque Temático do Transporte e Automobilismo Brasileiro", tão profissional como o da ULBRA - Universidade Luterana do Brasil no Rio Grande do Sul e tão rentável como deve ser um empreendimento dessa natureza, que atraia visitantes para um lugar de alto apelo visual, histórico e fascinante.    

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