O "Tempestade" que virou "Perereca" - 1965
Por Anisio Campos
Esse é um carro que pouca gente conhece a história... ou mesmo sua existência.
O Tempestade – nome mudado após a primeira corrida em Brasília para “Perereca” - foi construído pelo Departamento de Competições da Simca, sobre um chassi tipo Maserati sendo o primeiro Protótipo GT brasileiro construído por uma fábrica brasileira. Usava mecânica em disposição tradicional: motor Super-Tufão “Aquillon V8” frontal com dois carburadores e avanço manual do distribuidor, tração traseira com caixa de três marchas original e alavanca no chão.

Quanto ao desenho posso expressar-me que considero-o bastante dentro da época no estilão dos GTs italianos de competição. As rodas raiadas originais da Maserati davam o toque “retrô”.

Elas compõem o figurino porque o chassis também é da casa italiana com suspensão, freios e tudo mais. O motor saiu, cedendo seu lugar ao nosso nacional V-8 da Simca. Daí para a traz, o Gerente, Monsieur Perrot ajeitou alguns eixos cardãs de linha transformando-os em longarinas para colocar a suspensão traseira, freio e diferencial da Simca.

A carroceria era artesanal /alumínio, sem tempo dos acabamentos internos. Sem nenhuma crítica, mormente pelo fato de conhecer as dificuldades daquele momento, posso concluir que o esforço e a vontade de realizar projetos, é o que mais valia. O Perereca, como também era chamada correu sem a “parede de fogo”, entre motor e habitáculo, transformando-se em uma "super-sauna".

O "Tempestade" pilotado pela Dupla Jaú e Marivaldo
Por isso, meu amigo e piloto Tôco (Fernando Martins) respondeu quando perguntei se ele havia corrido com o Tempestade: - Felizmente não.

Parabéns aos amigos Ciro, Jayme e Jaú !
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